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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Sentada aqui olhando para o horizonte. Até onde meus olhos conseguem ver céu e terra se fundindo, mesmo eu não sabendo separar onde começa o céu ou onde termina a terra.
Lembro do tempo de nós dois. Lembro das promessas e juras, de quando sonhos e realidade eram apenas um. Lembro dos sorrisos banhados de sinceridade, porém começo a lembrar que você já não me pertence e  já não existem mais sorrisos sinceros em mim como antes. As lágrimas surgem, malandras, caem dos meus olhos e passeiam pela minha face como se fossem purificadoras da minha alma. Sei que não sou eu quem chora. Sei que não são meus olhos quem choram. Afinal, para onde vão todas essas lágrimas?
Como sou tola, a resposta soa fácil no meu coração. Minhas lágrimas vão até você. Elas correm ao seu encontro. Mesmo sem perceber elas te atingem como uma bomba. Elas levam até você a minha dor, a minha saudade. Mas elas sempre voltam até mim e mais uma vez escorrem pelo meu rosto, tiram toda minha maquiagem, levam a minha felicidade. Levam meu sorriso, minha tranquilidade. Não consigo me livrar delas. Não sou capaz.
Virei uma menina boba. Não consigo fazer que elas sumam. Não consigo transformar elas em um sorriso bonito. Alias, consigo quando estou com você. Quando você me abraça e eu desejo que você não solte. Quando você volta mesmo que por duas ou três horas. Quando você finge me amar e eu acredito.
Mas você se vai.
E eu acabo me perdendo aqui, sentada olhando longe...longe e elas voltam a deslizar pelo meu rosto penso em matar você dentro de mim. Talvez assim elas me deixem dormir, talvez assim meu travesseiro não amanheça mais umidecido, mas só de pensar em matar você elas voltam a nascer.
Na verdade eu não consigo mesmo e te esquecer. Na verdade eu não consigo mesmo e viver sem você. Ao longe, quando a linha da terra se cruza com a do céu eu volto a desejar, que você volte aqui amanhã e traga meu sorriso. Aquele que você levou embora quando virou a esquina sem olhar para traz.

SamantaM

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